As peças desta seção vêm do mesmo universo de devoção e ofício que moveu a imaginária mineira por séculos — mas chegam até nós sem nome de família, sem data certa, sem fotografia de origem.
São santos de gesso ou de madeira, moldados em matrizes antigas e pintados a mão por artesãos anônimos em ateliés espalhados pelas cidades e sertões de Minas Gerais, entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX. Não sabemos quem os fez, nem em que lar rezaram. Sabemos apenas que sobreviveram.
Aqui não vendemos herança documentada. Vendemos o rastro do ofício: a pincelada irregular, o douramento desgastado pelo tempo, a base octogonal entalhada à faca, a cor que só a idade real consegue dar. São peças de oratório doméstico, de devoção simples, de artesão que trabalhava para quem não podia pagar por uma talha em cedro.
Cada uma acompanha descrição honesta do estado e das limitações do que conseguimos rastrear. O preço reflete isso — mas também reflete que, mesmo sem nome de família atrás, são objetos reais, antigos e feitos à mão.
Se Herança de Minas é memória com endereço, Santeiros de Minas é memória sem sobrenome. E memória sem sobrenome também merece lugar.
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